Atualização epidemiológica: Difteria (22 de setembro de 2020)

Em 2019, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Haiti e República Bolivariana da Venezuela relataram casos confirmados de difteria. Em 2020, Brasil, República Dominicana, Haiti e República Bolivariana da Venezuela relataram casos confirmados de difteria. A seguir está a situação epidemiológica da difteria nos países em que foram notificados casos novos confirmados ou uma atualização foi relatada desde a Atualização Epidemiológica da OPAS/OMS anterior, publicada em 18 de junho de 2020. No Brasil, entre a semana epidemiológica (SE) 1 e a SE 30 de 2020, foram notificados 12 casos suspeitos de difteria, dos quais 2 foram confirmados e 2 permanecem em investigação. O primeiro caso confirmado é o de uma mulher de 25 anos, residente no Município de Timóteo, Estado de Minas Gerais. O segundo caso confirmado é o de uma mulher de 32 anos, residente no Município de Uruguaiana, Rio Grande do Sul. Ambos os casos foram confirmados por critérios clínico-epidemiológicos. No Brasil, entre 2010 e 2019, foram notificados 662 casos suspeitos de difteria, dos quais 77 (12%) foram confirmados, incluindo 8 óbitos (Figura 1). As unidades federativas que notificaram o maior número de casos confirmados no mesmo período foram Maranhão (28 casos) e Pernambuco (16 casos). A Região Nordeste relatou a maior proporção de casos confirmados (58%), seguida das regiões Sudeste (18%) e Sul (10%).

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Atualização epidemiológica: Doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) (18 de maio de 2021)

Em 17 de maio de 2021, 162.773.940 casos cumulativos confirmados de COVID-19 foram notificados em todo o mundo, incluindo 3.375.573 mortes, para as quais a Região das Américas contribuiu com 40% dos casos e 47% das mortes. Em abril de 2021, a sub-região da América do Sul era responsável pela maior proporção de casos e mortes na Região das Américas. Em comparação com março de 2021, um adicional de 809.233 casos e 45.410 mortes foram notificados. Em 17 de maio de 2021, Argentina, Aruba, Canadá, México, Panamá e Estados Unidos da América detectaram as quatro variantes preocupantes (VOC). Em comparação com os dados relatados em 2020, um aumento no número de casos e mortes em gestantes positivas para SARS-CoV-2 foi observado de janeiro a abril de 2021, em pelo menos 12 países das Américas. Se a tendência de aumento continuar, o número de casos e mortes relatados este ano em breve excederá os números relatados para todo o ano de 2020.

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Atualização epidemiológica: Difteria (18 de junho de 2020)

Em 2020, o Haiti e a República Bolivariana da Venezuela relataram casos confirmados. Segue-se um sumário da situação epidemiológica relatada pelo Haiti e pela Venezuela. No Haiti, entre a semana epidemiológica (SE) 32 de 2014 e a SE 17 de 2020, foram notificados 1.033 casos suspeitos de difteria1, incluindo 130 mortes; do total de casos, 345 foram confirmados (335 confirmados em laboratório e 10 por vínculo epidemiológico). O número de casos suspeitos notificados entre a SE 1 e a SE 17 de 2020 (56 casos) é inferior ao número notificado durante o mesmo período em 2018 (143 casos) e em 2019 (59 casos). Em 2020, entre os 56 casos suspeitos, foram confirmados 20 casos incluindo 4 óbitos (19 confirmados em laboratório e um por vínculo epidemiológico).

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Atualização epidemiológica: febre amarela (6 de outubro de 2021)

Em 2021, três países da Região das Américas (Brasil, Peru e Venezuela) notificaram casos confirmados de febre amarela. Em 2020, dois países da Região das Américas notificaram casos confirmados de febre amarela: Bolívia e Peru. A reemergência do vírus da febre amarela tem sido relatada na região extra-amazônica do Brasil desde 2014. A expansão da área histórica de transmissão da febre amarela para áreas anteriormente consideradas sem risco resultou em duas ondas de transmissão durante o período sazonal de 2016-2017, com 778 casos humanos confirmados incluindo 262 mortes, e outra durante o período sazonal de 2017-2018, com 1.376 casos humanos confirmados, incluindo 483 mortes. Consequentemente, o Brasil mudou suas áreas recomendadas de vacinação contra a febre amarela de modo a incluir todo o País.

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Atualização epidemiológica: Variantes de SARS-CoV-2 nas Américas (26 de janeiro de 2021)

O surgimento de mutações é um evento natural e esperado dentro do processo evolutivo dos vírus. Desde a caracterização genômica inicial do SARS-CoV-2, este vírus se dividiu em diferentes grupos genéticos ou clados. De fato, algumas mutações específicas definem os grupos genéticos virais (também denominadas linhagens) que atualmente circulam no mundo (Tabela 1 e Figura 1). Devido a diversos processos de microevolução e pressões de seleção, podem surgir algumas mutações adicionais, gerando diferenças dentro de cada grupo genético (denominadas variantes). É importante mencionar que as denominações clado, linhagem, variante etc. são arbitrárias e não correspondem a uma hierarquia taxonômica oficial. Desde a identificação inicial do SARS-CoV-2 até o momento, foram compartilhadas mais de 414.575 sequências genômicas completas no mundo todo, por meio de bancos de dados de acesso público. A capacidade de monitorar a evolução viral quase em tempo real tem impacto direto na resposta de saúde pública à pandemia de COVID-19. Há uma compreensão cada vez maior de como os dados de sequenciamento genômico (GSD, na sigla em inglês) ajudam a melhorar as ações de saúde pública. Por isso, é necessário expandir a capacidade de sequenciamento na Região. Atualmente, a capacidade de sequenciamento e os dados não estão uniformemente distribuídos em todo o mundo, com uma representação enviesada do SARS-CoV-2 GSD de países de alta renda. Esse viés deve ser considerado ao avaliar a presença ou ausência de uma determinada variante em um local e sua frequência relativa. A seguir, é apresentado um resumo sobre as variantes de SARS-CoV-2 que têm ou podem ter impacto na saúde pública.

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Alerta Epidemiológico: COVID-19 entre os povos indígenas nas Américas (15 de julho de 2020)

Diante do aumento do número de casos e mortes devido à COVID-19 em comunidades indígenas na Região das Américas, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) faz um apelo para que os estados membros intensifiquem seus esforços visando evitar maior disseminação da doença dentro dessas comunidades, bem como garantir o acesso adequado aos serviços de saúde e fortalecer o manejo de casos usando abordagens culturalmente adequadas. Além disso, a OPAS/OMS demanda a implementação de medidas preventivas em todos os níveis do sistema de saúde a fim de reduzir a mortalidade associada à COVID-19.A pandemia da COVID-19 representa um risco para a saúde dos povos indígenas, tanto daqueles que vivem em áreas urbanas, quanto daqueles que vivem em assentamentos remotos ou áreas isoladas, onde o acesso aos serviços de saúde é um desafio e onde muitas vezes há uma capacidade limitada de atendimento para toda a população.

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Alerta epidemiológico ondas e surtos recorrentes de COVID-19. 9 de outubro de 2020

Desde a confirmação dos primeiros casos de COVID-19 e até 5 de outubro de 2020, um total de 35.109.317 casos de COVID-19 havia sido registrado no mundo todo, incluindo 1.035.341 mortes. A Região das Américas responde por 49% do total de casos e 55% do total de mortes registrados mundialmente. A análise de tendências nos casos de COVID-19 em âmbito global, por região da OMS, mostra um novo aumento nos casos na Região da Europa e na Região do Pacífico Ocidental da OMS.

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Atualização Epidemiológica: Sarampo (27 de maio de 2020)

Esta Atualização Epidemiológica da COVID-19 foca na situação entre os povos indígenas nas Américas, tendo notado, especialmente, um aumento nos números de casos e mortes em comunidades indígenas. Fornece, também, um resumo inicial da situação geral da COVID-19 na Região das Américas. Desde o primeiro caso confirmado de COVID-19 na Região das Américas1 até 2 de agosto de 2020, foi notificado um total acumulado de 9.484.066 casos confirmados de COVID-19, incluindo 359.376 mortes. Na Região das Américas, entre 2 de julho e 2 de agosto de 2020, foram notificados outros 4.185.187 de casos confirmados de COVID-19, incluindo outras 107.474 mortes. Isso representa um aumento relativo de 77% nos casos e um aumento relativo de 42% nas mortes. Os maiores aumentos relativos de casos e mortes ocorreram nas sub-regiões da América Central (aumento de 130% nos casos e aumento de 142% nas mortes), Caribe e Ilhas do Oceano Atlântico (aumento de 98% nos casos e aumento de 48% nas mortes), e América do Sul (aumento de 82% nos casos e aumento de 67% nas mortes).

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Retomada das viagens internacionais não essenciais no contexto da pandemia de COVID-19: orientação sobre o uso de testes para a COVID-19. 9 de outubro de 2020 has been published in IRIS at https://iris.paho.org/handle/10665.2/52935

Este documento foi elaborado pela Repartição Sanitária Pan-Americana em cumprimento da resolução sobre A Pandemia de COVID-19 na Região das Américas, aprovada pelo 58º Conselho Diretor da OPAS em setembro de 2020. No documento são resumidas as considerações relativas ao processo de decisão para a retomada das viagens internacionais não essenciais no contexto da pandemia de COVID-19 e, considerando que esse risco não pode ser eliminado, são incluídas as principais medidas que devem ser implementadas para aceitar e mitigar o risco de propagação internacional do SARS-CoV-2. Também são fornecidos mais detalhes sobre o possível uso de testes para a COVID-19, destacando os desafios primários (biológicos, técnicos e epidemiológicos) e as limitações secundárias (legais, operacionais e de recursos).

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Atualização Epidemiológica: Sarampo (17 de abril de 2020)

Entre 1º de janeiro e 10 de abril de 2020, sete países registraram 1.104 casos confirmados na Região das Américas: Argentina (54 casos, incluindo 1 morte), Brasil (909 casos, incluindo 4 mortes), Canadá (1 caso), Chile (2 casos), Estados Unidos da América (12 casos) e Uruguai (2 casos). A seguir um resumo da situação epidemiológica do sarampo nos países que registraram casos confirmados desde a publicação da última Atualização Epidemiológica da OPAS/OMS para sarampo. Na Argentina, um total de 1062 casos confirmados de sarampo tiveram início do exantema em 2019 e 54 casos confirmados tiveram início do exantema em 2020. Entre a semana epidemiológica (SE) 35 de 2019 e SE 14 de 2020, foram registrados 153 casos confirmados de sarampo, incluindo uma morte. Dos 153 casos confirmados, não foi possível estabelecer a origem de 144 casos, que são parte do mesmo surto. Os demais 9 casos foram importados, 3 dos Estados Unidos e 6 do Brasil.

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